Sílvia Cristina se manifesta contra veto do presidente em projeto de quimio oral

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O presidente Jair Bolsonaro vetou essa semana o projeto de lei 6330/2019, de autoria do Senador Reguffe que tem a deputada federal Sílvia Cristina como relatora, e que torna obrigatória a cobertura pelos planos privados de saúde de tratamentos domiciliares de uso oral contra o câncer, inclusive de medicamentos para o controle de efeitos adversos relacionados ao tratamento.

Indignada, a deputada federal Sílvia Cristina, Presidente da Frente Parlamentar em Prol da Luta Contra o Câncer e relatora da PL, manifestou-se contra o veto. “Esse veto, é um veto à vida, um veto que não tenho dúvidas, iremos derrubar no Congresso Nacional. Vai prevalecer o direito do paciente de câncer viver. Somente nós e nossas famílias sabemos o quanto é triste receber uma notícia de uma biópsia positiva, o quanto é doloroso, o quanto é sofrido, o quanto mata. Ao me deter à formalidade, a justificativa da razão do veto, me indigna ainda mais. Ao ler que o projeto “contraria o interesse público” que “comprometeria a sustentabilidade do mercado e criaria discrepâncias no tratamento das tecnologias e, consequentemente, no acesso dos beneficiários ao tratamento de que necessitam, o que privilegiaria os pacientes acometidos por doenças oncológicas que requeiram a utilização de antineoplásicos orais.”, demonstra que desconhecem a realidade do paciente com câncer”, disse a deputada.

A deputada ainda frisou que, em meio a uma pandemia, que já ceifou a vida de mais de 550 mil pessoas, é preciso lutar para permitir que o paciente com câncer não tenha que esperar dois ou três anos para ter acesso a uma quimio oral, pois o câncer tem matado mais de 250 mil pessoas por ano. “Que sustentabilidade do mercado se sobrepõe à vida? Qual o comprometimento do acesso ao tratamento? Esses questionamentos perduram, e, desde que assumi o meu mandato, assumi o compromisso de lutar pelo paciente com câncer, e a luta por um projeto como esse que permite o paciente ter a sua quimio oral em até 48 horas depois de prescrita pelo médico, um medicamento já aprovado pela Anvisa, não se encerra com esse veto”, disse a deputada que confirmou que a irá continuar lutando para que os pacientes com câncer tenham mais chances de cura.

Assessoria

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