O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a liderança do Irã estaria negociando um acordo de cessar-fogo, mas evita admitir isso publicamente por medo de represálias internas.
“Eles estão negociando, querem chegar a um acordo. Mas têm medo de dizer isso, porque acham que podem ser mortos pelos próprios”, declarou Trump durante jantar com parlamentares republicanos em Washington.
Desde o início dos ataques de Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, líderes importantes do regime foram mortos, incluindo o líder supremo Ali Khamenei. O sucessor indicado, Mojtaba Khamenei, não aparece em público há semanas, o que alimenta especulações sobre sua condição.
Do lado iraniano, o discurso segue na direção oposta. O ministro das Relações Exteriores afirmou que negociar neste momento seria admitir derrota. “A República Islâmica não planeja nenhuma negociação”, disse Abbas Araqchi à televisão estatal, acrescentando que o país pretende encerrar o conflito “nos próprios termos” e evitar que algo semelhante volte a acontecer.
Em resposta aos ataques, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e alvos estratégicos no Golfo, além de manter bloqueado o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial.
A Casa Branca elevou o tom ao reagir à postura iraniana. Segundo a porta-voz Karoline Leavitt, os Estados Unidos podem “desencadear o inferno” caso o Irã cometa um “erro de cálculo” e não reconheça a derrota militar.
Apesar das ameaças, Washington afirma que ainda mantém canais de diálogo abertos. “As negociações continuam. São produtivas, como disse o presidente, e vão continuar sendo”, declarou Leavitt.
Ainda assim, a emissora estatal iraniana Press TV informou que Teerã teria rejeitado uma proposta americana com 15 pontos para encerrar a guerra, citando fontes não identificadas.
Após isso, o governo iraniano intensificou o tom de confronto com os Estados Unidos.
Durante o discurso, Trump também criticou a cobertura da imprensa sobre o conflito, especialmente reportagens que questionam sua visão otimista sobre a guerra, que já dura quase um mês.
Fonte:Notícias ao minuto



