Irã acusa EUA de violar novo acordo de paz



“Esses ataques brutais, que representam uma violação flagrante do parágrafo 4 do artigo 2 da Carta das Nações Unidas, além de desrespeitarem expressamente a primeira cláusula do Memorando de Entendimento firmado para encerrar a guerra, demonstram que o governo dos Estados Unidos não atribui qualquer valor ou credibilidade aos compromissos que assume”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Irã em comunicado.

Ao condenar os ataques aéreos realizados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos na noite de sábado contra diversas instalações de monitoramento e vigilância localizadas na costa sul do país, o governo iraniano declarou que “o descumprimento de acordos faz parte da própria natureza” de Washington.

O ministério também lembrou as responsabilidades do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) e do secretário-geral da entidade, António Guterres, na preservação da paz e da segurança internacionais. Além disso, reafirmou que a República Islâmica defenderá “a soberania nacional e a integridade territorial do Irã” diante daquilo que classificou como “agressão militar dos Estados Unidos”, com base no artigo 51 da Carta da ONU.

As novas acusações de Teerã foram feitas após os Estados Unidos realizarem, no sábado, uma segunda rodada de bombardeios desde sexta-feira contra diversos alvos militares iranianos.

Segundo Washington, a ofensiva foi uma resposta a um ataque com drones atribuído ao Irã contra um petroleiro que navegava pelo Estreito de Ormuz. Após o episódio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a acusar Teerã de violar o acordo de cessar-fogo.

Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump afirmou que os Estados Unidos poderão ampliar a ofensiva militar caso o Irã mantenha os ataques, chegando a declarar que a República Islâmica “deixará de existir” se continuar nessa direção.

Horas depois, a Guarda Revolucionária do Irã respondeu aos bombardeios americanos lançando drones e mísseis contra alvos no Kuwait e no Bahrein. O grupo também advertiu que, a partir de agora, atuará “com ainda mais firmeza” contra embarcações que considerar em situação irregular no Estreito de Ormuz.

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Fonte:Notícias ao minuto

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