Três pessoas diagnosticadas com hantavírus morreram no estado de Anzoátegui, na Venezuela. As ocorrências foram confirmadas nesta terça-feira, 21 de julho, pelo Ministério da Saúde venezuelano.
As autoridades também investigam as mortes de dois profissionais da área da saúde no estado de Barinas. Segundo a pasta, esses episódios não estão, até o momento, associados aos casos registrados em Anzoátegui, e as causas dos óbitos ainda precisam ser esclarecidas.
Em comunicado, o ministério ressaltou que o hantavírus é transmitido principalmente pelo contato com roedores em ambientes rurais e agrícolas. A contaminação pode ocorrer pela inalação de partículas provenientes da urina, das fezes ou da saliva desses animais, sobretudo em locais fechados.
A pasta afirmou ainda que não há evidências científicas de transmissão entre pessoas no território venezuelano.
De acordo com o governo, o Sistema Nacional de Saúde permanece em funcionamento para acompanhar a situação e adotar as medidas necessárias. Os resultados conclusivos das investigações deverão ser divulgados posteriormente pelos canais oficiais.
No início deste mês, a Organização Mundial da Saúde informou que poderia considerar encerrado o surto de hantavírus identificado a bordo de um navio de cruzeiro, desde que nenhum novo caso surgisse entre as 54 pessoas que ainda cumpriam quarentena. O total de infecções permanecia estável em 13 havia várias semanas.
O navio Hondius havia partido de Ushuaia, no extremo sul da Argentina, em 1º de abril, com passageiros de diferentes nacionalidades, para uma travessia pelo Atlântico Sul. Durante a viagem, três pessoas morreram e outras quatro apresentaram sintomas da doença.
A embarcação seguiu posteriormente para as Ilhas Canárias, onde passageiros e parte da tripulação desembarcaram. A repatriação foi organizada em uma operação que contou com a participação da OMS e das autoridades espanholas.
Fonte:Notícias ao minuto



