Irã mantém Estreito de Ormuz fechado até EUA aceitarem condições



Em declarações citadas pela agência Tasnim, Rezaei afirmou que o acordo sobre uma nova rota marítima, a ser firmado entre a República Islâmica e Omã, deve ser visto “separadamente” do bloqueio ao estreito de Ormuz e não significará sua reabertura.

O novo dirigente do Conselho de Segurança iraniano reiterou as exigências aos Estados Unidos (EUA) já apresentadas por Teerã, que incluem o fim da guerra iniciada com Israel em 28 de fevereiro, a liberação dos fundos iranianos congelados no exterior, além do encerramento dos conflitos em toda a região, incluindo no Líbano e na Faixa de Gaza.

De acordo com a Tasnim, Rezaei considerou que o país vive uma das fases mais sensíveis e decisivas de sua história contemporânea e destacou que a República Islâmica não abrirá mão de seus direitos diante de qualquer ameaça. Segundo ele, as decisões de Teerã devem ser tomadas “com mais firmeza do que antes”.

Ele afirmou ainda que o objetivo é garantir que o Irã saia “mais seguro, mais unido, mais poderoso e com maior capacidade de progresso e desenvolvimento”.

Mohsen Rezaei foi nomeado no domingo como novo secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, substituindo Mohammad Baqer Zolgadr, que será conselheiro político do líder supremo, Mojtaba Khamenei.

Rezaei, de 71 anos, comandou a Guarda Revolucionária do Irã de 1981 a 1997, período que inclui a guerra com o Iraque na década de 1980. Ele é considerado um político de “linha-dura” e, na semana passada, ameaçou as forças americanas com “sérios riscos e baixas” caso não suspendessem o atual bloqueio aos portos iranianos.

Washington e Teerã chegaram a um memorando de entendimento em 17 de junho, que incluía um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz — sob ameaça militar iraniana desde o início do conflito — e o fim do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos aos portos do Irã.

As partes, no entanto, voltaram a se confrontar e retomaram seus respectivos bloqueios navais, sem dar continuidade às negociações previstas no memorando para alcançar um acordo de paz definitivo dentro de dois meses.

A reabertura de Ormuz, por onde passavam 20% dos produtos petrolíferos comercializados no mundo antes da guerra, é uma das condições exigidas pelo presidente americano, Donald Trump, para o fim das hostilidades. Ele enfrenta pressão interna devido ao aumento dos preços dos combustíveis, a menos de três meses das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.

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Fonte:Notícias ao minuto

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