Groenlândia admite maior presença militar e quer “diálogo pacífico”


O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou nesta quinta-feira que admite ampliar a presença militar no território, ao mesmo tempo em que defendeu a continuidade de um “diálogo pacífico” sobre o futuro da ilha. Segundo ele, soberania e integridade territorial são “linhas vermelhas”.

“Queremos reforçar a segurança no Ártico por meio de iniciativas importantes, incluindo uma missão mais permanente da OTAN na Groenlândia, além de maior presença militar e mais exercícios”, disse Nielsen em entrevista coletiva em Nuuk, capital do território.

O líder groenlandês afirmou que as autoridades locais pretendem manter um diálogo pacífico sobre o futuro da ilha, que é um território autônomo ligado à Dinamarca, mas sempre com respeito ao “direito à autodeterminação”. A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que já manifestou interesse em controlar a Groenlândia, anunciar um suposto entendimento com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte.

“Ninguém além da Groenlândia e da Dinamarca tem autoridade para firmar acordos sobre a ilha e sobre o Reino da Dinamarca”, afirmou Nielsen, acrescentando que não tem conhecimento do conteúdo do que teria sido discutido entre Trump e Rutte.

Ele reforçou que a soberania e a integridade territorial da Groenlândia “não estão em negociação” e seguem sendo linhas vermelhas para o governo local.

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Folhapress | 10:00 – 22/01/2026



Fonte:Notícias ao minuto

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