Justiça avança e intensifica cerco contra foragido acusado de tentativa de homicídio em Ji-Paraná
Operação da Delegacia de Homicídios cumpre mandado de busca, apreende armas e reforça investigações sobre ataque que deixou criança gravemente ferida
Na manhã desta sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, a Justiça deu mais um passo firme no combate à violência em Ji-Paraná. A Delegacia de Homicídios realizou uma operação de busca e prisão na residência de Rogério dos Santos Quimba, apontado como foragido da Justiça por envolvimento em uma tentativa de homicídio registrada no dia 18 de janeiro, no cruzamento da T-23 com a Avenida Brasil.
A ação foi comandada pelo delegado titular Dr. Flaviano José e teve como objetivo cumprir determinações judiciais relacionadas ao caso, considerado de extrema gravidade pelas autoridades policiais.
Segundo as investigações, Rogério e um comparsa teriam ido até o local com a intenção de executar o ex-patrão de Rogério, um empresário do ramo de venda de veículos. Durante a ação criminosa, houve uma intensa troca de tiros em plena via pública.
O empresário não foi atingido, porém o ataque colocou em risco pessoas inocentes. Uma criança que estava dentro de um veículo da família, que trafegava pela avenida no momento do crime, acabou sendo atingida por disparos de arma de fogo. Dois tiros atravessaram o para-brisa e atingiram a região da cabeça da menina, em um dos episódios mais chocantes do caso.
A criança foi socorrida e encaminhada ao Hospital Municipal de Ji-Paraná, onde passou por cirurgia de emergência. Devido à gravidade dos ferimentos, ela precisou ser transferida para o Hospital Regional de Cacoal, onde passou por novos procedimentos cirúrgicos. Apesar do quadro crítico, a menina sobreviveu, fato considerado um verdadeiro milagre por familiares e profissionais de saúde.
Dias após o ataque, o empresário alvo da tentativa de homicídio se apresentou espontaneamente à Polícia Civil, acompanhado de advogado, e entregou a pistola calibre 9mm utilizada para se defender durante o confronto.
Durante a operação desta sexta-feira, Rogério não foi localizado. No entanto, os policiais apreenderam em sua residência uma arma de fabricação aparentemente artesanal, além de diversas munições, possivelmente dos calibres .38 ou .32. Todo o material foi recolhido e encaminhado para perícia técnica.
As investigações também apuram que o disparo que atingiu a criança pode ter partido de uma pistola calibre .40, supostamente utilizada por Rogério e seu comparsa no momento do crime. A confirmação dependerá dos laudos periciais e exames balísticos.
A Polícia Civil reforçou que as diligências continuam e que o segundo suspeito segue sendo identificado e procurado. A motivação do crime ainda não foi esclarecida, mas a Justiça e as forças de segurança garantem que não medirão esforços para responsabilizar todos os envolvidos.




