Trump avisa: “Vamos fazer algo sobre a Gronelândia, quer gostem quer não”



O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que sua administração tomará medidas em relação à Groenlândia “queiram eles ou não”, reiterando seu desejo de assumir o controle do território autônomo da Dinamarca.

“Eu gostaria de fazer um acordo, sabe, da forma fácil. Mas, se não fizermos da forma fácil, faremos da forma difícil”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, segundo a CNBC.

A agência de notícias Reuters informou, na quinta-feira, que a administração Trump estaria disposta a oferecer até 100 mil dólares (cerca de 86 mil euros) aos habitantes da Groenlândia para anexar a ilha.

Questionado sobre o valor desses pagamentos, o presidente dos Estados Unidos respondeu: “Ainda não estamos falando de dinheiro para a Groenlândia. Talvez eu fale sobre isso, mas agora vamos fazer algo em relação à Groenlândia, queiram eles ou não”.

“Porque, se não fizermos isso, a Rússia ou a China vão tomar a Groenlândia, e não queremos a Rússia ou a China como vizinhas”, argumentou.

As declarações surgem no mesmo dia em que o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, conversou com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, sobre o reforço da segurança no Ártico.

Rutte discutiu com Rubio “a importância do Ártico para a segurança comum e como a OTAN está trabalhando para desenvolver suas capacidades” na região, segundo um porta-voz da aliança citado pela agência France-Presse (AFP).

O líder norte-americano tem preocupado aliados ao se recusar a descartar o uso da força militar para tomar esse território autônomo da Dinamarca, país membro da OTAN.

Trump afirma que o controle da ilha, rica em recursos naturais, é crucial para a segurança nacional dos Estados Unidos, diante da crescente ameaça representada pela Rússia e pela China no Ártico.

A OTAN tem trabalhado para reduzir o interesse de Washington na Groenlândia, destacando as medidas adotadas para reforçar a segurança na região.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou que um ataque militar norte-americano para tomar a Groenlândia poderia significar o fim da aliança militar ocidental, com 76 anos de existência.

No entanto, o comandante das forças da OTAN na Europa, o general norte-americano Alexus Grynkewich, garantiu nesta sexta-feira que a aliança está longe de viver uma crise.

“Até agora, isso não teve impacto no meu trabalho em nível militar, então eu diria simplesmente que estamos prontos para defender cada centímetro da Aliança, hoje como sempre”, afirmou o líder de operações da organização, ao comentar as declarações de Trump.

A Casa Branca, embora não tenha descartado a opção militar, indicou que Trump estaria considerando ativamente a compra da vasta ilha ártica, sem especificar que forma essa transação poderia assumir.

Além disso, Donald Trump reconheceu, em entrevista concedida na quinta-feira ao jornal The New York Times, que talvez tenha de escolher entre preservar a integridade da OTAN e controlar o território dinamarquês.

Questionado sobre essas declarações em Vantaa, cidade ao norte de Helsinque, o Comandante Supremo Aliado se recusou a comentar o “aspecto político” da questão da Groenlândia.

“Estamos tentando impedir qualquer ação contra o território da Aliança. Acho que estamos conseguindo. Vemos isso todos os dias”, destacou.

A Dinamarca já recebeu manifestações de apoio da Itália, França, Alemanha, Polônia, Espanha e Reino Unido para enfrentar as exigências de Trump.

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Fonte:Notícias ao minuto

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