O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo norte-americano está analisando “uma série de opções” para adquirir a Groenlândia, classificando o território como uma prioridade de segurança nacional para o país. A informação foi divulgada pela Casa Branca nesta terça-feira.
Segundo comunicado citado pela agência Reuters, Trump considera a aquisição da Groenlândia “vital para dissuadir adversários na região do Ártico”. De acordo com o texto, o presidente e sua equipe avaliam diferentes caminhos para alcançar esse objetivo de política externa, e o uso das Forças Armadas dos Estados Unidos segue sendo uma possibilidade, já que está entre as prerrogativas do comandante em chefe.
Horas após a captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, Trump voltou a mencionar publicamente a intenção de anexar a Groenlândia. Ele afirmou que pretende falar mais detalhadamente sobre o tema dentro de 20 dias. “Precisamos da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”, declarou, argumentando que a ilha estaria cercada por navios russos e chineses.
As declarações provocaram reação imediata das autoridades locais. O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, afirmou que chegou o momento de o presidente dos Estados Unidos cessar as pressões e insinuações. Ele rejeitou qualquer comparação entre a situação do território dinamarquês e a da Venezuela e ressaltou que a Groenlândia é uma sociedade democrática.
A União Europeia também se manifestou, afirmando que a Groenlândia não é “um pedaço de terra à venda” e informou estar em contato com o governo da região. Já a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou para as consequências de um eventual ataque norte-americano a um país membro da Otan, dizendo que isso representaria “o fim de tudo”, incluindo a própria aliança militar e o sistema de segurança construído desde o fim da Segunda Guerra Mundial.
Frederiksen afirmou ainda que o governo dinamarquês está fazendo “todo o possível” para evitar uma escalada da tensão. Ela rejeitou as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e destacou que a Dinamarca destinou o equivalente a 1,2 bilhão de euros para reforçar a segurança na região até 2025.
Apesar das críticas, o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, reforçou na segunda-feira que, na visão do governo Trump, a Groenlândia deveria integrar o sistema de segurança dos Estados Unidos. Em entrevista à CNN, ele afirmou que o presidente vem deixando claro, há meses, que o país precisa ter a ilha como parte de sua estratégia de defesa.
Com cerca de 57 mil habitantes, a Groenlândia é a maior ilha do mundo e ocupa uma posição estratégica no Ártico. O território possui vastos recursos minerais ainda pouco explorados e já abriga uma base militar norte-americana. Durante a Guerra Fria, os Estados Unidos chegaram a operar cerca de dez instalações militares na região.
Fonte:Notícias ao minuto



