O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a recorrer à inteligência artificial para provocar aliados internacionais. Em uma publicação recente nas redes sociais, o republicano divulgou uma imagem manipulada em que aparece ao lado de líderes europeus no Salão Oval da Casa Branca, todos observando um quadro em que a Groenlândia surge pintada com as cores da bandeira dos Estados Unidos.
A imagem foi compartilhada na plataforma Truth Social, rede criada pelo próprio Trump. Na montagem, aparecem figuras como o presidente da França, Emmanuel Macron, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Apesar da cena sugerida pela imagem, o encontro entre Trump e os líderes europeus ocorreu meses atrás e teve como pauta principal a guerra na Ucrânia, e não a Groenlândia. A publicação, em tom de provocação, reforça o histórico do ex-presidente de usar conteúdos gerados por IA para gerar repercussão política e alimentar debates nas redes sociais.
Mas qual seria a intenção de Donald Trump com a publicação? A divulgação da imagem ocorre no momento em que o republicano segue para Davos, na Suíça, onde deve se reunir com diversos líderes europeus durante o Fórum Econômico Mundial.
A Groenlândia voltou ao centro do debate internacional após Trump reiterar o interesse dos Estados Unidos na ilha, que pertence à Dinamarca. A posição do ex-presidente tem sido duramente criticada por líderes europeus, que se manifestaram contra qualquer tentativa de controle norte-americano sobre o território.
Nos últimos dias, Trump chegou a anunciar a intenção de impor, a partir de fevereiro, uma tarifa de importação de 10% sobre produtos de oito países europeus. Segundo ele, a medida seria uma resposta à oposição desses países à proposta de influência dos Estados Unidos sobre a Groenlândia.
Diante do aumento das tensões, a União Europeia avalia recorrer, pela primeira vez, ao chamado mecanismo da “bazuca comercial”. O instrumento permite a adoção de sanções severas, como a exclusão de empresas norte-americanas do mercado único europeu, a imposição de controles de exportação e a suspensão de proteções à propriedade intelectual.
Caso seja acionado, o mecanismo pode resultar no afastamento dos Estados Unidos de um mercado que reúne cerca de 500 milhões de consumidores, ampliando significativamente o embate comercial entre os dois lados do Atlântico.
Outra imagem
Posteriormente, Donald Trump divulgou outra imagem gerada por inteligência artificial. Na nova publicação, o republicano aparece segurando a bandeira dos Estados Unidos ao lado do secretário de Estado, Marco Rubio, e do vice-presidente norte-americano, JD Vance.
Na montagem, os três estão na Gronelândia, diante de uma placa com a inscrição: “Groenlândia. Território norte-americano”. A publicação reforça o tom provocativo adotado por Trump em meio às tensões diplomáticas com a Europa sobre o futuro da ilha.
Trump e Rutte se reúnem para discutir a Gronelândia
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que terá um encontro com o secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, para tratar da situação da Groenlândia.
Segundo Trump, a reunião foi acertada após “uma conversa telefônica muito interessante” com Rutte sobre o tema. “Concordei com uma reunião com as partes envolvidas”, afirmou o presidente norte-americano na noite de segunda-feira.
Trump voltou a defender a relevância estratégica da ilha e disse que o assunto não admite recuos. “A Groenlândia é fundamental para a segurança nacional e global. Não há volta. Todos concordamos com isso”, declarou.
Donald Trump completa um ano de mandato nesta terça-feira
O primeiro ano de Donald Trump como 47º presidente dos Estados Unidos é avaliado por analistas como turbulento e fora dos padrões habituais, com impactos profundos tanto na política interna quanto no cenário internacional.
Em seu segundo mandato, Trump tem adotado uma agenda marcada por medidas consideradas drásticas em diversas áreas, o que tem provocado mudanças significativas na condução do governo norte-americano. As decisões tomadas ao longo do período abalaram políticas internas e externas, além de tensionar e, em alguns casos, fragilizar alianças históricas dos Estados Unidos.
Fonte:Notícias ao minuto



