
Maduro aterrissou na Base Aérea da Guarda Nacional de Stewart, um aeroporto militar localizado no norte do estado de Nova York.
O chefe de Estado venezuelano desceu do avião militar Boeing 757 que o transportou até Nova York em meio a uma ampla operação de segurança.
Dezenas de agentes de agências como a Polícia Federal de Investigação, o FBI, e a Administração de Repressão às Drogas dos Estados Unidos (DEA, na sigla em inglês) aguardavam a chegada de Maduro, sob uma temperatura de 2 graus Celsius negativos.
O presidente da Venezuela foi então escoltado até uma instalação federal ligada à DEA, onde foi identificado, e posteriormente transferido para o Centro de Detenção Metropolitano.
A Presidência dos Estados Unidos divulgou imagens da detenção e da transferência, mostrando Maduro caminhando por um corredor com um tapete azul com a inscrição “DEA NYD” — Administração de Repressão às Drogas do Distrito de Nova York.
Em um vídeo, Maduro parece desejar a alguém “Boa noite, Feliz Ano Novo”. De acordo com uma fonte do Departamento de Justiça dos EUA citada pela Reuters, Maduro deverá ser apresentado a um tribunal federal em Manhattan na segunda-feira.
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As acusações contra Maduro
O líder venezuelano já havia sido formalmente acusado em 2020 pelo Ministério Público do Distrito Sul de Nova York, que no sábado apresentou novas acusações ao mesmo tribunal.
Maduro é acusado de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados ao uso de armas automáticas.
O próximo passo no processo judicial deve ocorrer nos próximos dias, diante de um juiz federal em Manhattan.
No sábado, os Estados Unidos lançaram “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que resultou na captura do presidente venezuelano e de sua esposa, Cilia Flores, e anunciaram que irão governar o país até a conclusão de uma transição de poder.
O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, horas após o ataque contra Caracas.
No entanto, o Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ, na sigla em espanhol) decidiu que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez deverá assumir a presidência interina.
Rodríguez torna-se a primeira mulher na história do país a chefiar o Poder Executivo, “a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da nação”, declarou a presidente do TSJ, Tania D’Amelio.
O comunicado não especifica quando Rodríguez tomará posse.
A posse do novo parlamento, com mandato até 2031 e dominado por aliados leais a Maduro, estava marcada para segunda-feira.
A comunidade internacional tem se dividido entre condenações aos Estados Unidos e manifestações de apoio à queda de Maduro.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, expressou “profunda preocupação” com a recente “escalada de tensão na Venezuela”, alertando que a ação militar dos EUA pode ter “implicações preocupantes” para a região.
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Fonte:Notícias ao minuto


